segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Até já Nuno Miguel


Sempre pressenti que a sua passagem por este planeta seria breve... Ainda assim, estou triste porque acabei de saber da sua partida!

Nunca nos preparamos para aquilo que mais nos preparamos.



sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

E que tal uma comissãozinha?




De vez enquando aparecem vídeos interessantes no YouTube e o mais interessante é que ficam a ser públicos, que dizer, podem ser postados para qualquer blog... Dá jeito!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Espanta-gripes!





EM FESTA, NÃO À CRISE!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Para uma linda menina ...

É natural, as nossas crianças, habituadinhas a tudo, têm quase sempre mais olhos que barriga e a palavra desperdiço, porque foi pintada com as cores dos ecopontos, é uma noção que lhes passa ao lado. Desde que se escolham os contentores próprios, tudo aquilo que não se quer pode ser posto fora.

Os centros comerciais podem ser óptimos lugares de observação para se apanhar os pequenos e grandes flagrantes dos tempos actuais. As papeleiras deixaram de estar cheias de cinza e pontas de cigarros para estarem a abarrotar de todo o género de alimentos, devorados pela metade e cuspidos por inteiros.

Mas em vésperas de Natal, fui tocada por uma cena que me salvou e me valerá para o futuro próximo. Mãe e filha sentam-se com os gelados mais pequenos que havia à venda e comem devagar, colher a colher, num silêncio de sorrisos tristes. A mulher, meio ausente, tem um ar abatido pelo peso sabe-se lá de que solidão e de que vidas. A menina, linda como uma bonequinha, come até à altura em que diz baixinho que não quer mais. É então que, de uma voz muito calma, recebe a lição de que as coisas custam dinheirinho. A criança, acena com a cabeça, como que a pedir desculpa e engole tudo com resignação e evidente esforço.

Era uma menina tão pequena, não teria ainda 3 anos. E já com o mundo às costas!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Equações de quarto grau

Ufa, mais um que passou! E com a prática, até se vai tornando fácil.

Afinal, porque é que o Natal começou a ser visto de esguelha por tanta gente? Por causa de obrigar a um consumismo exagerado que nos deixa ainda mais à pendura, argumentarão alguns. Por nos tocar no sentimento, na pieguice e na saudade, dirão outros. Ou ainda, por ter tantas palavras de circunstância que nos asfixia até à medula.

Será por tudo... Mas há um fenómeno matemático que me faz deveras impressão: É a família que, quanto mais se multiplica, mais se divide.

Que coisa!

sábado, 20 de dezembro de 2008

É mesmo por encomenda...



PARA TODOS OS QUE ME TÊM FEITO COMPANHIA NESTES MONTES SEM FIM...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Pedido...

Crianças, guardem segredo e deixem que os adultos sonhem com o Pai Natal. É que as pessoas crescidas já não têm muito mais em que acreditar!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Fio da navalha


Do país, à Europa, à economia mundial, à civilização actual, à humanidade, até ao mais ínfimo recanto da nossa alma, tudo num estado de periclitante equilíbrio de arames e fios soltos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Todos os dias



Os blogs andam a morrer a mão-cheia. Ou são as datas que se apagam das agendas. Também é provável que a escrita nunca mais volte a ser permanente como nos tempos do papiro.



Everyday2 - Carly Comando

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Agradecimento tardio... ou talvez não!

“Não encontrei uma fé: a minha fé é a minha procura e penso que só irei desistir dela no dia em que encontrar esse não sei quê que me cita e se esconde sempre que julgo que o tenho nas mãos.”

“Às vezes julgo que sou uma espécie de cobaia do futuro e que, irremediavelmente, faço parte daqueles que andam a ensaiar outro modo de tocarmos no mundo. Vejo, e não quero fingir que não vejo, que as pessoas andam muito magoadas a viver o que vivem. Creio que tudo se está a passar ainda no estádio intermédio do destino humano: as raças, as civilizações, a Terra inteira. É possível que esta história não seja ainda a verdadeira história do homem mas a dum ser intermédio. (…)”

“(…) a verdade é que sei coisas de mais e, se é certo que elas não me deixam odiar, também acho que não me deixam apaixonar. A razão fica sempre à espreita e não me consigo entregar emocionalmente, nem a uma ideia, nem a uma religião, nem mesmo a um amor…”

António Alçada Baptista in “O RISO DE DEUS”



Este livro parou duas vezes nas minhas mãos: À primeira leitura só pude dar conta de algo que, precipitadamente, classifiquei de snobismo intragável. Afinal o snobismo era meu e da minha miserável interpretação. À segunda leitura pura e simplesmente rendi-me. Posso dizer que este livro deu-me volta à cabeça e libertou-me de um sem-número de tabus, inibições e ideias feitas.