terça-feira, 23 de junho de 2009

Coitadinhos

Deviam haver mais estacionamentos para os créditos mal parados.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Faz de conta


Já não há polícias como dantes. Nem padres, nem professores, nem médicos. São todos demasiado jovens. Apetece-me brincar às casinhas.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

De loucos, temos muito pouco!


Será possível ter ideias próprias? Posso estar muito errada, mas no quotidiano verifico que, embora em escalas diferentes. toda acção e pensamento são condicionados. Quando tal não acontece, é porque se está pisar a linha ténue entre a sanidade mental e a loucura. Todavia, é esta última que também leva à genialidade.

sábado, 13 de junho de 2009

Coisas que chateiam uma pessoa



Na festa ao St.º António já não há foguetes, nem zés pereiras, nem um pavilhão enfeitado com flores, nem a valsa da meia-noite. Em vez disso, há altifalantes com Tony's Carreira e Ana's Malhoa. Que seca, durante 3 dias não vou dormir a minha sesta em paz!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Não fazam barulho


Não sei quanto mede exactamente um palmo, imagino que deve ser muito aproximado ao comprimento de um lápis já meio gasto, daqueles que fazem trinta por uma linha e nunca chegam a descobrir que há bichos carpinteiros de tal maneira cansados de fitas métricas que adormecem em pleno voo.

domingo, 7 de junho de 2009

Irmãos



Uma voz para a minha voz que não diz...

Bicos, amiga Asun!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

UMA DOCE HERANÇA


Entre algumas outras frutas, sempre gostei de cerejas. Mas, de há uns anos a esta parte, elas são a minha perdição. Cresce-me água na boca só de as ver ou imaginar. Adoro cerejas com todas as forças das minhas papilas gustativas. É assim desde que a minha avó Guida morreu. Para a minha avó, as cerejas eram um regalo e o melhor miminho que lhe podiam proporcionar!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Pó branco

No recato asseado dos domingos, ele apareceu a cambalear, vindo não se sabe de que outros obscuros quotidianos. Deixou-se cair no banco do jardim e apagou imediatamente, com a cabeça quase a tombar para o colo de uma velhota que, perplexa, não teve como reagir e continuou a tricotar o seu paninho de renda.

Sussurrou: Tem as mãos tão brancas, deve ter saído do seu turno de padeiro!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O tal testamento vital

Peço que me deixem viver até à última gotinha, mesmo que já nem possa levar a comida à boca ou não seja capaz de me deslocar daqui para ali.

Só não quero é gotas ou xarope para a tosse... que horror!

Irei chocar alguém com estas palavras? Esta dúvida, para mim, é que é assustadora.

domingo, 17 de maio de 2009