
Apenas disparei contra o espelho em legítima defesa.



Ao abrigo de um decreto-lei
Não devia haver nenhum sem-abrigo
Mas todos nós ficamos abandonados à intempérie
Dos espaços amplos e sem fim
Que se têm de percorrer de um lado para o outro
Sempre
Para estar a par das novas avenidas
Das novas super-novas que nos cobrem
O corpo de papel e de cartão molhado
Todas as palavras ficam frias
Quando cai o relento
Então as coisas só serão perfeitas quando a vontade for tão forte que não deixe nada ao involuntário.
Mas não será possível que eu queira produzir um erro voluntariamente e produzi-lo na perfeição?