terça-feira, 18 de junho de 2019

O RESPIRAR DAS PEDRAS


tem negócios antigos, a morte
nua e crua
entra-nos pelo umbigo
uma gota por cada dia
ou talvez esteja escondida
no rodapé velho do corpo
de onde os barcos são os primeiros a fugir
ou a deixar para trás todas as pedras,
elas que respirem!

sufocamos com a subidas das marés


quinta-feira, 21 de março de 2019

A ROSA

Créditos T.D.




Cruas, as metáforas vão caindo
Destroem palavras inteiras

É estranho como nos deixamos cativar
Pelas raposas que nos mastigam a alma
E continuamos a acreditar que é por bem
Que estrangulamos o choro dos inocentes

Pedras contra pedras,
E a ferros, um outro poema nasce

Ainda assim, entre a sede e a tempestade,
Há todo um chão que rebenta em flor
À velocidade dos pássaros

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

DOIS MIL ANOS BEM CONTADOS



Há dezoito anos neste milénio
E ainda não me habituei às datas
Insisto nos mil e novecentos
Cada vez mais actualizados
Não há como contrariar

Sou a nova velha segundo as estatísticas
Isto sim já é um hábito
Que me rejubila e me dá jeito

A nova velha, ora viva,
Acabei de chegar agora mesmo!