domingo, 1 de dezembro de 2024

VOLTEI À VIDA

Uma pedra 

No murmurar das pedras


Encravada

Tresloucada

Desalmada 

Danada

Afiada pelos dentes de negros gritos

Dor víbora 

Mordendo o sangre 

Veneno fel queimado as noites

Os dias com longos os meses

A vida parada

A vida fora da vida

Corpo dentro das goelas da morte


No murmurar das pedras

Uma pedra 


Pedra de cálculo errado

Finalmente reduzida a zero 


E o meu poema volto


4 comentários:

Graça Pires disse...

"No murmurar das pedras uma pedra". Sempre em nossos caminhos há pedras que nos magoam os pés.
Bonito poema.
Uma boa semana.
Um beijo.

Juvenal Nunes disse...

Leio um poema de raiva, mas em cujo final parece luzir um clarão de esperança.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes

Jaime Portela disse...

Já tive as minhas pedras, mas dissolveram-se.
Não há pedreira que não se esgote...
Excelente poema, gostei muito.
Bom ano e continuação de boa semana.
Beijinhos.

Reflexos Espelhando Espalhando Amig disse...

Ei Regina!
Acabei de chegar aqui
no seu blog de lindos versos.
Vou ler mais e voltarei
para comentar de fato.
Desejo uma ótima nova
semana.
Vou amar recebê-la
no Espelhando.
Bjins
CatiahôAlc.
entre sonhos e delírios